Um Fidel com petróleo

Por Venezuela Real - 10 de Diciembre, 2006, 10:08, Categoría: Prensa Internacional

Diogo Schelp e Denise Dweck
VEJA - Brasil
13 Diciembre 2006

Fidel está à morte. Com ele será enterrada a ruinosa experiência do socialismo caribenho. Com petrodólares e planos de expandir sua revolução, Hugo Chávez já se apresenta como novo líder da esquerda latino-americana. Fidel teve a história ao lado dele e muito carisma.

Fracassou. Chávez tem petróleo e nenhuma autocensura.
Vai fracassar também. Mas a que preço?

Com o cubano Fidel Castro no leito de morte, o coronel Hugo Chávez, ditador eleito da Venezuela, está se apresentando como o novo farol da esquerda revolucionária na América Latina. "Ninguém vai me impedir agora de construir o socialismo", disse Chávez, na semana passada, depois de reeleito para mais seis anos no poder. Ninguém impediu Fidel. Deu no que deu. Cuba tornou-se hoje uma nação pária no mundo, com uma população faminta, despreparada para os rigores da economia globalizada e, mesmo que alfabetizada no jargão marxista, iletrada nas questões que determinam a riqueza das nações. Aparentemente, ninguém vai impedir Chávez de continuar sua tarefa de construção do socialismo na Venezuela. Tanto em Cuba quanto na Venezuela – e de resto em todos os outros lugares onde a experiência foi testada – a construção do socialismo coincide sempre com a destruição dos países nos quais o sistema é implantado. Cubanos e venezuelanos são hoje povos com horizonte menor do que tinham antes de ser submetidos a ditaduras socialistas.

Com o respaldo das urnas, o presidente da Venezuela viu-se à vontade para anunciar a intenção de torcer mais uma vez a Constituição, escrita por ele próprio, de forma a se manter no poder por quanto tempo quiser. No mesmo fim de semana, as circunstâncias anunciaram-lhe outra oportunidade – a de ocupar o papel que há décadas é de Fidel. Diplomatas sediados em Cuba dão como certo que o ditador está morrendo de câncer intestinal. Aos 80 anos, afastado do poder desde agosto, ele faltou até às comemorações públicas do próprio aniversário, no sábado 2. Faltam ao coronel venezuelano a respeitabilidade e as circunstâncias históricas que deram transcendência a Fidel Castro – mas sobra-lhe dinheiro. "Em termos de idéias, de capacidade para elaborar um conceito ideológico, Chávez não conseguiria suceder a Fidel", disse a VEJA o historiador venezuelano Elias Piño, da Universidade Andrés Bello, em Caracas. "No entanto, Chávez tem o que Fidel nunca teve: o dinheiro farto do petróleo, com o qual está se tornando o banqueiro continental da revolução bolivariana", diz Piño.

Com o cubano Fidel Castro no leito de morte, o coronel Hugo Chávez, ditador eleito da Venezuela, está se apresentando como o novo farol da esquerda revolucionária na América Latina. "Ninguém vai me impedir agora de construir o socialismo", disse Chávez, na semana passada, depois de reeleito para mais seis anos no poder. Ninguém impediu Fidel. Deu no que deu. Cuba tornou-se hoje uma nação pária no mundo, com uma população faminta, despreparada para os rigores da economia globalizada e, mesmo que alfabetizada no jargão marxista, iletrada nas questões que determinam a riqueza das nações. Aparentemente, ninguém vai impedir Chávez de continuar sua tarefa de construção do socialismo na Venezuela. Tanto em Cuba quanto na Venezuela – e de resto em todos os outros lugares onde a experiência foi testada – a construção do socialismo coincide sempre com a destruição dos países nos quais o sistema é implantado. Cubanos e venezuelanos são hoje povos com horizonte menor do que tinham antes de ser submetidos a ditaduras socialistas.


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