Chávez é derrotado em referendo da reforma da Constituição da Venezuela e EUA comemoram

Por Venezuela Real - 3 de Diciembre, 2007, 18:46, Categoría: Prensa Internacional

O Globo Online  - Brasil
Diciembre 03, 2007

O presidente Hugo Chávez reconhece a derrota em discurso transmitido em cadeia nacional

CARACAS - Ao contrário do que indicavam as pesquisas de boca-de-urna, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sofreu nesta segunda-feira sua primeira derrota eleitoral em quase nove anos no poder. A polêmica reforma constitucional foi rejeitada por 50,7% dos eleitores no referendo realizado no domingo na Venezuela. Chávez reconheceu o resultado em um discurso no Palácio Miraflores, sede do governo, mas disse que a proposta de reforma constitucional que buscava lhe dar mais poderes continua "viva", deixando a porta aberta para voltar a insistir no projeto.

O sub-secretário de Estado americano, Nicholas Burns, comemorou a "notícia positiva" vindo de Caracas.

- Devo dizer que essa é uma notícia positiva. Ao que parece, foi uma vitória dos cidadãos da Venezuela, porque nós sentimos que esse referendo era um referendo para fazer Chávez presidente por toda a vida e isso não é um acontecimento bem-vindo para um país que quer ser uma democracia - comentou Burns durante evento em Cingapura.

- Não é nenhuma derrota, para mim este é outro "por enquanto". Preferi assim, foi melhor assim - disse o presidente, repetindo a frase dita em sua tentativa de golpe de Estado de 1992, quando também havia reconhecido que "por enquanto" havia fracassado para depois ganhar as eleições presidenciais em 1998.

Depois de horas de espera, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) finalmente divulgou os dados da votação na madrugada desta segunda-feira. Com uma abstenção de 44,11% dos eleitores, o "Sim" obteve 49,29% dos votos. Já o segundo bloco da reforma foi rejeitado por 51,05% dos eleitores enquanto 48,94% o aprovaram.

O resultado contraria três pesquisas de boca-de-urna e declarações de ministros venezuelanos, que anunciaram a vitória do "sim". (Miriam Leitão comenta a surpresa com a derrota de Chávez)

Chávez atribuiu à abstenção a derrota sofrida por seu projeto de reforma constitucional. Ele comparou a abstenção deste domingo com a que ocorreu há um ano, nas eleições presidenciais, nas quais derrotou com folga o candidato opositor Manuel Rosales. O presidente lembrou que enquanto Rosales recebeu há um ano 4,3 milhões de votos, ele alcançou a vitória com 7,3 milhões.

- Eles receberam agora um pouco mais, até chegar aos 4,5 milhões, mas nós tivemos três milhões a menos que há um ano - assinalou o presidente.

De acordo com números do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a abstenção na consulta deste ano foi de 44,11%, frente a 25,3% em dezembro de 2006. Chávez se disse convencido de que esses três milhões continuam apoiando a revolução, mas não foram votar, e assinalou que a responsabilidade por essa abstenção deve ser buscada em suas próprias fileiras.

O presidente admitiu que a derrota pode ter acontecido porque não soube explicar bem o alcance da reforma ou porque outros aspectos relacionados com a organização e mobilização de seus seguidores falharam. Este é um duro golpe para Chávez. Durante a campanha, ele repetiu que quem votasse contra sua proposta estaria votando contra ele e sua revolução socialista.

Grupos de estudantes e representantes do heterogêneo "Bloco do Não" se abraçaram quando ouviram o primeiro boletim eleitoral

- O presidente continua sendo presidente Chávez, mas a Constituição continuará garantindo os direitos - disse o dirigente opositor Carlos Ocariz, que afirmou que gostaria de ter a abertura de um diálogo com o governo.

Reeleito em dezembro do ano passado com mais de 60% dos votos, Chávez sofre agora sua primeira derrota eleitoral desde sua esmagadora vitória em 1998 e não poderá concorrer a uma terceira reeleição em 2013, já que a Constituição vigente só lhe permite dois mandatos.

Ao contrário das outras votações, as pesquisas pré-eleitorais não deram uma tendência única e mostravam um empate técnico entre o "Sim" e o "Não", o que converteu esta eleição na mais disputada dos últimos anos na Venezuela.

A reforma, além de dar a possibilidade a Chávez de ser candidato nas próximas eleições, estendia seu mandato de 6 para 7 anos, garantindo sua reeleição ilimitada. O projeto também ampliava seus poderes em uma grande quantidade de matérias, como nomear autoridades regionais e controlar as reservas internacionais do Banco Central, que deixaria de ser autônomo.

A reforma contemplava ainda artigos como reduzir a jornada de trabalho, dar previdência social para milhões de empregados do setor informal e implantar diferentes tipos de propriedade social. ( Saiba mais sobre as propostas do presidente )

Embora a abstenção tenha atingido quase 50%, venezuelanos madrugaram no domingo para votar no referendo. Os eleitores foram acordados por volta das 4h (horário local) com fogos de artifício para que se mobilizassem cedo para votar.








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